EP-18 Empatia é o segredo da felicidade?

Os 6 hábitos das pessoas empáticas

EP-18 Empatia é o segredo da felicidade? Os 6 hábitos das pessoas empáticas

Apresentador

Reginaldo Pacheco

Pauta

EP-18 Empatia é o segredo da felicidade? Os 6 hábitos das pessoas empáticas

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O poder da empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo de Roman Krznaric   https://amzn.to/3jFcAmq

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Conselho Federal de Psicologia do Brasil
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Dica da semana

OKJA
https://www.netflix.com/title/80091936

Estudos científicos

Empathy: Its ultimate and proximate bases de Stephanie D. Preston and Frans B. M. de Waal https://bit.ly/3hCZswd

Evidências de validade da versão portuguesa do Índice de Reatividade Interpessoal para Casais https://bit.ly/3g3mITH

Medir a empatia: Adaptação portuguesa do Índice de Reactividade Interpessoal https://bit.ly/39rXL1T

Six Habits of Highly Empathic People https://bit.ly/30ObYC9 A Empatia e a Fisiologia, Daniel Goleman, Foco, p. 105 https://bit.ly/2EhtaZf Mapa da empatia: o que é e 6 passos para criar um de qualidade https://bit.ly/2BzQ658

TED TALK

5 TED Talks para entender o que é empatia https://bit.ly/3jHBaTy

Jornadas do Eu é um podcast que você vive agora.

Até semana que vem, e gratidão a todos.

Ouça também EP-17 Diga não ao Quântico!
https://jornadasdoeu.rodadepensadores.com.br/wp/ep-17-diga-nao-ao-quantico-o-problema-das-terapias-quanticas/

INTRODUÇÃO

Empatia é uma das palavrinhas chaves do momento, uma pesquisa rápida no google trends mostra que em março deste ano ela bateu 100 pontos de popularidade na ferramenta de busca do google.

Além disso ela está presente em seminários, livros, textos que falam sobre como a empatia é significativa no mundo moderno.

Para Marshall B. Rosenberg psicólogo e criador da comunicação não violenta:

A paz requer algo muito mais difícil do que vingança ou simplesmente dar a outra face; requer empatia com os medos e necessidades não satisfeitas que criam o ímpeto para as pessoas se atacarem umas às outras. Estando conscientes desses sentimentos e necessidades, as pessoas perdem o desejo de atacar de volta porque podem ver a ignorância humana que leva a esses ataques.

 Eu acredito que estamos falando muito sobre empatia por ser algo que precisamos trazer para as nossa vidas.

Por isso no programa dessa semana vamos aprofundar nossa conversa sobre empatia.

 
O que é empatia?

Vamos começar pelo princípio, vamos dar nome e significado aos bois.
A empatia é uma habilidade cognitiva, emocional e social inerente a praticamente toda a nossa espécie.

A definição mais frequente para empatia é a habilidade de se colocar no lugar do outro. Está correto, mas não completo.

Se a empatia acontece de forma cognitiva, emocional e social, significa que ela é mais complexa do que a frase habitual nos remete a pensar.

Importante ressaltar que a empatia não é uma emoção, então vc não pode sentir empatia, ela se trata de uma habilidade socioemocional.

Esse estado empático consiste em perceber o ponto de partida do outro e seus elementos emocionais, como se fosse a outra pessoa, mas sem perder o EU nesse estado empático.

A empatia implica, por exemplo, em sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente e perceber suas causas como ele as percebe, porém sem perder nunca de vista que se trata da dor ou do prazer do outro.

A exceção é quando você e o outro vivenciaram situações semelhantes, o que além da empatia temos a identificação com o fato.

Um exemplo muito bom de estado de empatia é a profissão de psicólogos e psicanalista, onde esses profissionais precisam criar uma conexão com seus clientes para que o tratamento se desenvolva, isso acontece com o estado de empatia.


Preston e de Waal (2002) propuseram um modelo neurocientífico da empatia, sugerindo que a observação ou imaginação de outra pessoa num determinado estado emocional ativa automaticamente a representação desse estado no observador, bem como as suas respostas associadas. Esta representação permite que uma pessoa saiba como é que outra se sente num determinado estado emocional.

A aplicação prática da empatia ?

Às vezes parece que a empatia é uma daquelas ideias que são lindas na teoria mas não podem ser praticadas, por isso eu trouxe exemplos:

A comunicação não violenta:
Ela foi criada pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, tendo como referencial a ideia de não violência, com o objetivo de tornar a nossa comunicação algo mais eficaz e compassiva, isso se trata de uma habilidade de comunicação onde a empatia é essencial para que possamos ouvir o outro e entendê-lo de forma a superar nosso julgamento, se quiser saber mais volte para o EP 4 onde falamos sobre CNV com mais profundidade.

Outro exemplo o mapa da empatia:
Para quem está envolvido com startups ou está cursando alguma faculdade da escola de negócios o mapa da empatia já deve ser um velho conhecido, se trata de uma ferramenta usada para compreender melhor as necessidades dos consumidores, essa ferramenta mapeia hábitos, medos, desejos, comportamentos, ganhos, o que acontece no entorno da vida de uma pessoa, desde suas aspirações profissionais até as séries de tv que ela assiste.
O objetivo dessa ferramenta ajudar empresas a entender melhor seus consumidores, satisfazer suas necessidades  e encontrar oportunidades de negócio.

A fisiologia da empatia


Para o psicólogo Daniel Goleman:
A empatia se forma na nossa capacidade de ter sentimentos viscerais em nosso próprio corpo.

O mesmo ocorre com a sincronia, aquele encaixe não verbal entre o modo como nos movimentamos e o que fazemos, que sinaliza uma interação empática. Vemos isso em músicos de jazz, que nunca ensaiam exatamente o que farão, mas apenas parecem saber quando assumir o centro do palco e quando se fundir ao cenário. Quando artistas de jazz foram comparados com músicos clássicos em termos de funções cerebrais, eles demonstraram mais indicadores neurais de autoconsciência. Como diz um desses artistas: “No jazz, você precisa se ligar em como seu corpo está se sentindo para saber quando fazer um solo.”

O próprio design do cérebro parece integrar a autoconsciência com a empatia, ao reunir a forma como assimilamos informações sobre nós mesmos e sobre os outros dentro das mesmas extensas redes neurais. Um aspecto interessante: enquanto nossos neurônios-espelho e outros circuitos sociais recriam em nosso cérebro e em nosso corpo o que está acontecendo com a outra pessoa, nossa ínsula reúne todas essas informações. A empatia exige um ato de autoconsciência: lemos os outros ao nos conectarmos com nós mesmos.

Tomemos como exemplo os neurônios VENs (neurônios von Economo). Lembremos que essas singulares células cerebrais são fundamentais para a autoconsciência. Mas elas estão situadas em áreas que são ativadas em momentos de raiva, sofrimento, amor e desejo — também em momentos sensíveis como quando uma mãe ouve o bebê chorar ou quando ouvimos a voz de alguém que amamos. Quando esses circuitos classificam um acontecimento como proeminente, direcionam nosso foco para ele.

Essas células em forma de fuso fazem uma conexão super-rápida entre o córtex pré-frontal e a ínsula — áreas ativadas tanto pela introspecção quanto pela empatia. Esse circuito monitora nosso mundo interpessoal em busca do que nos é importante, agindo muito rapidamente e nos ajudando a reagir no tempo certo. O circuito cerebral da atenção se entrelaça com ele para dar suporte à sensibilidade social e à compreensão da experiência das outras pessoas e de como elas veem as coisas — resumindo, à empatia. Esta ampla via social do cérebro nos permite conhecer — e também refletir e gerenciar — nossas próprias emoções e as emoções dos outros.

Cada pessoa tem empatia de uma forma diferente!

Como eu disse antes, a empatia é uma habilidade inata em nossa espécie, o que não significa que ela é expressada de forma igual por todos, algumas pessoas podem expressar mais outras menos, existem dois métodos científicos de mensurar a empatia que são:

Escala de Preocupação Empática do Índice de Reatividade Interpessoal e o Escala Equilibrada da Empatia Emocional.

A Escala de Preocupação Empática do Índice de Reatividade Interpessoal é um teste com 28 itens que utiliza uma escala de 5 pontos ,Estes 28 itens estão divididos em 4 subescalas (a da tomada de perspectivas, a da fantasia, a da preocupação empática e a da angústia), cada uma com 7 itens.

A escala da tomada de perspetivas contém itens relativos à espontânea adoção das perspectivas de outras pessoas.

A escala da fantasia mede a tendência das pessoas se identificarem com os personagens dos filmes, novelas, peças de teatro e de outras situações fictícias.

A escala da preocupação empática questiona acerca dos sentimentos de ternura, compaixão e preocupação que as pessoas que respondem têm, relativamente aos outros.

A escala da angústia mede os sentimentos de ansiedade e desconforto que resultam da observação de outrem a passar por uma experiência negativa.

O grau da empatia também varia com fatores situacionais e com o julgamento da situação.

Por exemplo, é mais fácil ter empatia com alguém que tenha tratado outrem bem do que com alguém que maltrate os outros. Alguns exemplos que modulam a magnitude da resposta à empatia da dor são:

  • A ligação afetiva;
  • A avaliação acerca da razão pela qual a dor está a ser aplicada – Singer demonstraram que, pelo menos nos homens, o desejo de vingança se sobrepõe à empatia quando confrontados com alguém a experienciar dor e que eles pensam que deve ser punido. As pessoas preferem cooperar com pessoas justas e punir os incorretos;
  • A frequência de situações de exposição à dor;
  • A intensidade do estímulo de dor;
  • As associações a grupos – a pertença grupal tem influência nos correlatos neurais envolvidos em cada uma das componentes da empatia: afetiva, cognitiva e regulação emocional


Empatia afetiva e influência grupal

A associação a um grupo está relacionada com uma maior empatia para com os membros desse mesmo grupo ,raça, etnia, equipe de futebol, temos mais facilidade para sentir empatia quando nos identificamos de alguma forma com o outro.

Empatia cognitiva e influência grupal

A empatia cognitiva também pode ser modulada pela pertença a um determinado grupo. Existem evidências de que a compreensão dos estados emocionais de membros do mesmo grupo é superior do que em membros de grupos diferentes.
Pense assim eu consigo entender e me conectar mais com alguém que tenha referenciais próximos aos meus.

Como eu posso desenvolver minha empatia?

Como uma habilidade eu posso cultivá-la  para que ela floresça, e segundo o sociólogo Roman Krznaric, podemos ter alguns hábitos que nos ajudam a desenvolver a empatia. 

Os 6 hábitos de pessoas empáticas:

1 – Cultivar a curiosidade sobre estranhos

Indivíduos empáticos têm uma curiosidade insaciável sobre estranhos. Eles conversam com a pessoa sentada ao lado deles no ônibus e mantém aquela curiosidade natural que todos tínhamos quando crianças, mas que a vida costuma eliminar. A curiosidade amplia nossa empatia ao conversarmos com pessoas fora do nosso círculo social habitual, encontrando assim vidas e visões de mundo diferentes das nossas. 

2 -Desafiar preconceitos e descobrir pontos em comum

Todos temos suposições sobre os outros e usamos rótulos coletivos, o que nos impede de apreciar a individualidade. Porém, pessoas empáticas desafiam seus preconceitos, ao procurar o que compartilham com os outros, e não o que os divide. 

3 -Experimentar a vida de outra pessoa

Indivíduos empáticos expandem sua empatia adquirindo experiência direta na vida de outras pessoas, colocando em prática um provérbio nativo americano: “Ande um quilômetro com os sapatos de outro homem antes de criticá-lo”. Dessa forma, busque vivenciar experiências diferentes das do seu cotidiano para entender melhor porque as pessoas agem como agem. Amplie sua visão de mundo e seus limites, sempre que possível. 

4- Ouvir com atenção e se abrir

Uma conversa empática requer duas coisas: dominar a arte da escuta e conectar emoções. Escutar com atenção é a capacidade de estar presente no que realmente está acontecendo no interior do outro.

Nos sentimentos e necessidades únicos que um indivíduo está experimentando naquele momento. O segundo ponto é se tornar “vulnerável”. Remover máscaras e revelar os sentimentos a alguém é vital para criar um forte vínculo empático.

5 – Inspirar ações de massa

A empatia costuma ser identificada no nível dos indivíduos, mas especialistas entendem que ela também pode ser um fenômeno de massa. A resposta de voluntários ou doadores a vítimas de desastres naturais, por exemplo, surge de um sentimento de preocupação empática. Especialistas afirmam que tal empatia floresce em escala coletiva se suas sementes forem plantadas em nossos filhos, desde os primeiros anos. 

6 – Desenvolver uma imaginação ambiciosa

Por fim, os altamente empáticos fazem muito mais do que o lugar-comum, que tende a acreditar que a empatia deve ser reservada a aqueles que vivem à margem da sociedade ou que estão sofrendo. Isso é necessário, mas não suficiente. Também é preciso ter empatia com pessoas cujas crenças não compartilhamos.

ENCERRAMENTO   


A empatia é um dom que todos nós temos, e podemos usar para construir pontes entre pessoas, organizações e nações.
Cultivar um olhar apreciador para com o outro, buscar olhar com compaixão e empatia, pode nos ajudar  lembrar de olhar da mesma forma para nós mesmo.

A empatia é um convite a termos uma vida mais interessante e com mais descobertas, onde aprendemos muito sobre como olhar o mundo pelo olhar do outro sem esquecer como olhar para o mundo com nosso próprio olhar.

Então eu faço esse convite para cada um de vocês e a todos vocês desenvolvam sua empatia..

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